Summit 2026 destaca brasilidade, inovação e protagonismo do turismo internacional em série de painéis

Summit 2026 destaca brasilidade, inovação e protagonismo do turismo internacional em série de painéis

Evento promovido pela Embratur contou com programação que uniu cultura, debate e reconhecimento de boas práticas no setorO painel “Brasilidade em Cena e Movimento” reuniu diferentes olhares do audiovisual para discutir como a imagem do Brasil é construída e projetada para o mundo (Foto: Italo Amorim / Embratur)

 O Brasil que encanta, acolhe e se reinventa diante do mundo ganhou palco, voz e protagonismo no Visit Brasil Summit 2026. Em um ambiente que combinou cultura, inovação e estratégia, o encontro promovido pela Embratur, nesta terça-feira (31), reafirmou o país como destino em ascensão no cenário internacional, onde a brasilidade deixou de ser apenas identidade e se consolidou como diferencial competitivo.
 

O painel “Vitrine de Excelência: Prêmio Embratur Visit Brasil” apresentou a autoridades, empresários, gestores e demais representantes da comunidade do turismo as histórias dos vencedores da primeira edição da premiação, realizada em parceria com a Exame. O encontro transformou experiências em referências para o setor, reunindo iniciativas que se destacaram na promoção internacional do país e evidenciando, na prática, como o Brasil ampliou sua presença global.
 

Foram reconhecidos projetos em sete categorias, como o Mato Grosso do Sul como destino, o Floripa Airport na categoria aeroporto, o Visit Rio como Convention & Visitors Bureau e o Sheraton Grand Rio na hotelaria. Também foram premiadas a Biofábrica de Corais, na categoria prática sustentável ou turismo regenerativo, a plataforma Bora, como solução tecnológica, e as lideranças femininas Karolynne Duarte, Karynna Makuxi e Nilzete Araújo.
 

Ao compartilharem suas trajetórias, desafios e conquistas, os vencedores revelaram os caminhos que os levaram a se tornar referência. Em falas marcadas por pertencimento e propósito, reforçaram o turismo como ferramenta de transformação social, econômica e cultural. O painel também deu protagonismo às vencedoras da categoria Liderança Feminina, que trouxeram narrativas potentes sobre identidade, território e ancestralidade.
 

Nilzete Araújo destacou sua trajetória à frente de iniciativas de afroturismo em Salvador, ressaltando o desafio de construir, desde 2007, um projeto voltado à valorização de histórias historicamente invisibilizadas. “A proposta era contar a história que não é contada na sala de aula”, afirmou. Ao propor roteiros que conectam visitantes à memória e à diáspora africana, a iniciativa apontou para novas formas de vivenciar o destino, com base no respeito, na escuta e na valorização das comunidades locais.
 

Audiovisual

Na sequência, o painel “Brasilidade em Cena e Movimento” reuniu diferentes olhares do audiovisual para discutir como a imagem do Brasil é construída e projetada para o mundo. O debate contou com a participação do cineasta Lawrence Wahba, da diretora e artista visual Marcela Bonfim, e da produtora Andrea Barata Ribeiro.

Marcela Bonfim destacou que “ser um corpo negro no Brasil já é, por si só, um sujeito político”, ressaltando que seu trabalho nasce da valorização de histórias invisibilizadas, especialmente na Amazônia negra. Já Lawrence Wahba afirmou que a defesa da natureza o levou, inevitavelmente, à atuação política. “Eu gostaria de não precisar falar de política, mas trabalho com animais que precisam ser ouvidos”, disse.
 

Andrea Barata Ribeiro reforçou o papel do audiovisual como agente de transformação e projeção global. “O audiovisual pode funcionar como uma política de mostrar o Brasil para fora”, afirmou, ao destacar o alcance internacional de produções brasileiras. O painel também ressaltou a importância da estética, da beleza e do encantamento, como estratégia de narrativa para abordar temas como desigualdade, racismo e conservação ambiental.
 

O Brasil visto de fora

Encerrando a sequência de debates, o talk “O Brasil visto de fora” trouxe ao palco o produtor e executivo Maurício Mota, que provocou o público a refletir sobre o posicionamento do país no cenário global a partir do conceito de soft power. Com trajetória internacional e atuação na economia criativa, ele destacou o potencial brasileiro ainda pouco explorado de forma estratégica.
 

“O nosso maior produto de exportação é o afeto”, afirmou, ao enfatizar que a capacidade de acolher, se relacionar e criar experiências autênticas se traduz em um diferencial competitivo do turismo brasileiro. Para ele, transformar esse atributo em método e estratégia poderia reposicionar o país globalmente. “Se a gente organizar essa tecnologia do afeto, em dez anos o Brasil pode atingir um novo patamar no turismo mundial”, disse.
 

Maurício Mota também destacou a importância de superar o chamado complexo de inferioridade e reconhecer o valor da própria identidade. “Eu não vi complexo de inferioridade aqui. Vi orgulho de ser brasileiro em todos os painéis”, observou, ao reforçar que o país reúne condições únicas para se consolidar como referência em turismo e economia criativa.
 

Cultura

A programação contou ainda com a apresentação do quarteto de cordas da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob regência do maestro Cláudio Cohen, que abriu o encontro com uma celebração da diversidade cultural brasileira.
 

O encerramento foi marcado por um pocket show da cantora Ellen Oléria, que levou ao palco a potência da música brasileira em uma apresentação carregada de identidade, emoção e diversidade. Em sintonia com o espírito do Summit, a artista traduziu em som e presença um Brasil plural, criativo e pronto para encantar o mundo.

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