Rotas, roteiros e gente: o Expo Fórum 2026 mostrou por que RH virou peça-chave da competitividade na hotelaria
No 11º Expo Fórum Visite São Paulo, realizado no WTC Events Center, hoje (25/02), a conversa sobre “Rotas e Roteiros” ganhou um recorte muito concreto para a área de Recursos Humanos: não existe destino forte sem times preparados para operar a experiência — do primeiro contato ao pós-estadia.

Toni Sando
Na abertura institucional, Toni Sando reforçou que turismo e eventos precisam de continuidade (“se parar de pedalar, cai”) e que atualizar repertório e networking é parte da engrenagem. Já no talk show conduzido por Fábio Zelenski, Diretor de Marketing do Visite São Paulo, a mensagem ficou ainda mais clara: o futuro do setor é feito de produto “na prateleira” e de gente capaz de vender, atender, resolver e encantar.

Orlando de Souza
Na sequência, a apresentação de Orlando de Souza, Presidente Executivo do FOHB, colocou dados e tendências na mesa — e eles conversam diretamente com o RH. O FOHB mostrou como a distribuição segue cada vez mais híbrida e técnica: canais diretos (site próprio, central de reservas, venda direta e grupos/eventos) convivem com a força dos canais indiretos, e os hotéis do fórum registraram, em 2024, R$ 338 milhões em comissões para OTAs, com participação relevante por categoria (econômico, midscale e upscale).
Também ganhou destaque o avanço de práticas financeiras e operacionais, como o cartão virtual (VCN) se consolidando como meio de pagamento dominante em parte do mercado — exigindo atenção a processos, conciliação e prevenção de perdas. Em bom português: cresce a demanda por profissionais com alfabetização digital, visão de canais, disciplina de processo e capacidade de diálogo entre áreas (reservas, comercial, recepção, financeiro e A&B).
E por que isso importa agora?
Porque o Brasil está vivendo uma vitrine global rara. Segundo a Embratur, o país recebeu 300 mil turistas internacionais no Carnaval de 2026 (alta de 17% versus 2025), com concentração de chegadas no Rio de Janeiro (36%) e, na sequência, São Paulo (23,5%); Minas Gerais aparece com 1,5%, enquanto 26,6% se distribuíram por outros destinos — sinal de diversificação e oportunidade para novos roteiros e produtos. (Embratur)
Nesse nicho, a hotelaria disputa um perfil profissional mais valorizado: atendimento com repertório cultural, idiomas, hospitalidade orientada a experiência, fluência em tecnologia e, cada vez mais, competência em ESG aplicado (do discurso à prática, com iniciativas de impacto e, quando possível, ações regenerativas para proteger atrativos naturais que sustentam o turismo).
Para o RH, o recado do Expo Fórum 2026 é objetivo: qualificação virou estratégia de receita. Quem formar e reter talentos capazes de operar canais, gerir relacionamento e sustentar padrões de qualidade em alta demanda vai capturar melhor o crescimento — e transformar rotas e roteiros em permanência, gasto médio e reputação. A ABIH/SP recomenta aos profissionais do setor a leitura das matérias constantes na editoria de Recursos Humanos do Portal do Hoteleiro – Plataforma de capacitação, comunicação e atualização profissional da ABIH/SP.
Serviço:
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal
Site recomendado: www.portaldohoteleiro.com.br