Umbu-cajá vai à vitrine em simpósio e feira, realizados em Assú, com apoio do Banco do Nordeste
Campus da Universidade do Estado (Uern) recebe eventos que visam valorizar a
exploração econômica de frutas do gênero spondias no âmbito da agricultura familiar
– De hoje até sexta-feira, 13, o município de Assú se torna o centro das discussões sobre o potencial produtivo e econômico das frutas do gênero Spondias, com a realização do II Simpósio Nordestino do Umbu-Cajá e da I Feira Nacional das Spondias. Os eventos ocorrem no Campus Avançado da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e contam com o patrocínio do Banco do Nordeste, que ainda contribui com a programação científica.
A inclusão produtiva no Semiárido é parte da estratégia de desenvolvimento regional sustentável do BNB, que inseriu a exploração do umbu-cajá em seu Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter). A cadeia priorizada estava atrelada à fruticultura e incluía ainda manga, caju e banana. Agora, a família Spondia vai ser trabalhada separadamente como atividade agroecológica.
Para o agente de desenvolvimento Ricardo Fernandes, o evento resulta de um esforço conjunto para fortalecer cadeias produtivas estratégicas da região. “O simpósio promete trazer muito conhecimento para a cultura do umbu-cajá e novas possibilidades. É um trabalho de muitas mãos, que exigiu esforço e dedicação da equipe, à frente a Empresa Júnior da Uern (Econvale, do curso de Ciências Econômicas, Campus em Assú). O Prodeter participou de todo o processo e terá momento para apresentar isso na sexta pela manhã”, destaca.
Simpósio e Feira preveem encontros entre agricultores familiares, pesquisadores, estudantes, agroindústrias, gestores públicos e empreendedores interessados em inovação, mercado e sustentabilidade para culturas como umbu, cajá, seriguela e o híbrido umbu-cajá. A programação contempla palestras técnicas, feira de produtos derivados das Spondias e um dia de campo, consolidando o evento como ambiente de transferência de tecnologia e fortalecimento da cadeia produtiva.
A solenidade de abertura ocorre às 19h desta quarta-feira, 11, marcando também o início oficial da I Feira Nacional das Spondias. Amanhã, as atividades se concentram no auditório da Uern, onde especialistas discutirão manejo, variedades produtivas, indução floral, melhoramento genético, biotecnologia e agregação de valor por meio do processamento de frutos. À noite, a feira recebe o público para exposição e comercialização de produtos regionais. No dia 13, uma última rodada de palestras antecede o dia de campo, que encerra a programação com demonstrações práticas no Vale do Açu.
“O evento dialoga diretamente com a missão do Banco do Nordeste ao criar oportunidades de negócio para agricultores familiares. A cultura do umbu-cajá e outras frutas do gênero é uma importante fonte de alimentação e renda em períodos de estiagem. Ao apoiar a difusão de conhecimento e técnicas sustentáveis de produção, atuar na organização da cadeia e financiar o empreendedorismo rural, o Banco do Nordeste estimula a transição do extrativismo puro e simples para modelos produtivos mais estruturados. Estamos aumentando a renda no campo e, ao mesmo tempo, preservando espécies nativas”, pondera o superintendente Jeová Lins.